Início da PS3 Slim no Japão não impressiona

Kazuyuki Inakoshi é o manager da loja Messe Sanoh e geralmente costuma apresentar as suas opiniões no seu blog na Famitsu e desta vez decidiu comentar o arranque da PlayStation 3 Slim, consola que pertence a uma companhia pela qual não parece ter muito gosto.

Lançada na Quinta-feira, dia 3 de Setembro, no Japão, a PlayStation 3 Slim teve um lançamento que não impressionou Inakoshi, que diz, "Não houve fila na minha loja, e o primeiro produto comprado por um cliente foi o Love Plus."

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Tal não parece ter espantado Inakoshi que já esperava tal reacção no seu estabelecimento, mas mesmo no seu geral descreve as vendas como simplesmente "ok." Tal deve-se a três falhas principais que ele acredita que o sistema teve: "Falta de preparação, falta de reconhecimento do nome, e lançamento a um dia da semana."

Inakoshi considera também que os novos anúncios da Sony são doentios e a única coisa que realmente vendeu bem, chegando a esgotar, foram os suportes verticais. Supostamente a Sony apenas providenciou 10% de suportes quando comparados com o número de sistemas PlayStation 3 Slim, algo que considerou "estúpido".

Mas Inakoshi não tem só coisas negativas a dizer sobre o lançamento da consola, graças aos esforços de um membro da SCE, a sua loja teve direito a uma demo de Gundam Senki e vendeu todos os bundles PS3 Slim com o jogo, vendendo quase na totalidade as unidades do jogo em separado.

Vamos agora esperar pelos dados da Enterbrain e da Media Create para saber se foi a loja de Inakoshi que viveu uma realidade específica e para saber como reagiu o Japão, no seu geral, ao lançamento da PlayStation 3 Slim.

Disponível em Eurogamer


Análise - Shadow Complex

Ainda existe espaço para games no estilo Metroidvania - gênero marcado pelas franquias Metroid e Castlevania, onde o jogador anda apenas horizontalmente por entre as fases na clássica estrutura de ação com aventura - nos dias atuais? Se o gênero parece ultrapassado para os ambientes em 3D com jogabilidade complexa tão cultuada nos dias atuais, Shadow Complex parece ter vindo para provar que nunca é tarde para renovar um estilo, sem perder suas origens.

Criado pela Chair (a mesma responsável por Undertow que também ganhou destaque na Live Arcade no final de 2007), adquirida no começo de 2008 pela respeitada Epic Games, o game se passa nos dias atuais, baseado no romance “Empire” de Orson Scott Card, colocando você na pele de Jason Flemming, um sujeito normal que durante um típico encontro com uma garota próximo de uma floresta, tem a sua acompanhante sequestrada por um grupo militar revolucionário, colocado então o personagem em uma circunstância de resgatá-la ou deixá-la morrer, o que acaba lhe envolvendo no descobrimento de uma conspiração que almeja atacar os Estados Unidos.

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O velho e o novo

O jogo utiliza a Unreal Engine 3, e faz um ótimo uso da mesma, apesar da paleta de cores não ser muito diversificada. Notamos um pouco de serrilhados e problemas de carregamentos de textura em certas partes do jogo. Porém para os padrões de jogos da Xbox Live Arcade estão ótimos, chegando facilmente ao topo de tudo o que vimos até hoje, ainda mais se levarmos em conta que o game todo tem apenas pouco mais de 800 MB. O jogo está recheado de cutscenes e os ambientes são bastante diversos e amplos, do refeitório do complexo à fábrica, passando por minas, lagos e laboratórios de pesquisa. Porém, fica impossível deixar de notar em certos momentos o carregamento de textura que chegam a incomodar, como quando passamos em um local pela primeira vez e tudo parece muito bonito, mas às vezes, ao sair e após um tempo religar o jogo, a textura está carregando ainda e acaba tornando a parede de certa forma “lavada”.

A estrutura do jogo é bastante semelhante a de qualquer Metroid ou Castlevania, então prepare-se para bastante exploração, itens coletáveis, passagens secretas e “backtracking”, tudo em um ambiente chamado de 2,5D, que mistura gráficos bem criados em 3D com jogabilidade em 2D, onde se pode apenas andar para os lados. Temos portas que são abertas somente com certos itens como, por exemplo, granada ou míssil, ou através da ação para desativar uma corrente de energia, ou até mesmo inundar um andar inteiro. O “savegame” é dinâmico, basta passar pela sala que o jogo automaticamente salva para você, sem requerer subir em algum pedestal ou área específica. Mas o que mais sentimos falta em Shadow Complex foram realmente os teleportes, já que muitas vezes atravessar um canto ao outro do mapa é se torna cansativo.

Jogabilidade divertida se sobressai aos tropeços

Em certos momentos, você assume o controle de uma metralhadora fixa ou um lança mísseis, o jogo se torna shooter em terceira pessoa. Porém, o que pode ser um pouco confuso às vezes é a profundidade que os inimigos se encontram. Isso porque o inimigo está no fundo da sala e seu personagem não tem como mirar exatamente nele, o jogo é que acaba assumindo uma mira automática para lhe ajudar, mas não temos o controle exato e o personagem pode acabar atirando para o teto, ou para qualquer outro lugar que você não deseja. Nas dificuldades mais baixas não chega a ser um grande problema, porém, ao elevar a dificuldade, a quantidade de mortes por erros como este tendem a subir, e muito. Outro problema é o fato de você não poder ajustar a sensitividade da mira do jogo, que é um pouco alta e algumas vezes você acaba errando um tiro, podendo até mesmo causar a sua morte por este erro.

Tirando esses pontos negativos, a jogabilidade é muito bem polida. Outras mecânicas como o double jump e a armadura especial são parecidíssimos com os encontrados em Metroid, o que para os fãs da franquia não será uma grande surpresa. Ainda assim, não deixam de funcionar perfeitamente bem e diversificar os quebra-cabeças.

A campanha tem duração média entre 10 e 12 horas se você quiser coletar todos os itens, expansões de munição, entre outras opções - e, acredite, não são poucos, tendo alguns muito bem escondidos no cenário. Temos também os proving grounds, que são tutorials e desafios, como pular certas plataformas no menor tempo possível, entre outras opções intrigantes. Para os que se importam com os rankings de melhores jogadores, temos também leaderboards online.

Bons efeitos de som para uma conclusão digna de sucesso

O áudio, apesar de simples, faz seu trabalho de uma ótima forma, através do barulho das explosões e da competente trilha sonora. Ainda que os sons das armas que você terá acesso durante todo o jogo poderiam ser mais bem trabalhados, ainda podem ser considerados de boa qualidade.

Shadow Complex não tem a intenção de inova o estilo “metroidvaniano” para um novo patamar, mas sim apresenta-nos um jogo extremamente bem polido que apesar de uma fórmula muito utilizada com o passar dos anos por vários títulos, ainda demonstra que funciona muito bem e foi capaz de mesclar a jogabilidade 2D com cenários 3D de uma forma espetacular e mostrar que não precisamos voltar no tempo para jogar um jogo divertido. Facilmente, é o melhor jogo da Live Arcade deste ano até agora.

Um investimento que vale muito a pena pelos 1.200 Microsoft Points (ou US$ 15) cobrados. E que sirva de inspiração para mais jogos do mesmo estilo e competência para a geração atual!

Lembramos que é possível baixar a versão Trial para experimentar Shadow Complex pela Xbox Live Arcade e, para terminar, publicamos o trailer apresentado na E3 para quem quiser ver um pouco mais das cenas in-game e se certificar da qualidade do título.

8.8/10

SexBox: projeto de videogame voltado ao público adulto

Foi descoberto o registro de uma marca nos EUA para um novo console (eu disse CONSOLE) chamado SexBox, feito pela empresa Silicon Xtal Corporation, localizada no Vale do Silício (Califórnia, EUA). Na descrição do registro, conforme mostra a imagem ao lado esquerdo, o produto é apresentado como "sistema de videogame que trabalha com acessórios de hardware com controles únicos para interagir em games Adult Only [classificação máxima obtida nos EUA de um jogo indicado só para adultos]".

Ainda na descrição do produto, estão envolvidos o uso de diversas tecnologias como webcams, vídeo "on demand", interação entre comunidades do público adulto e MMO games. Mesmo sem nenhuma imagem ou anúncio oficial, o SexBox já começa a levantar uma infinidade de rumores e abre muita margem para a mente dos jogadores (adultos, claro).

Será que estamos prestes a conhecer um videogame que chega para explorar uma jogabilidade ligada realmente ao sexo ou será mais uma tentativa da indústria do entretenimento de ganhar dinheiro fácil em cima da pornografia? Seja qual for a decisão, vale lembrar que o SexBox não chega para brigar pelo mercado atual, tendo em vista que as três fabricantes que dominam o mercado - Sony, Microsoft e Nintendo - não apóiam games com classificação AO (Adult Only) e até proíbem lançamentos de games com este foco em seus consoles, com medo de sujar a sua imagem.

Disponível em Gamesbrasil

Silent Hill e Metal Gear Solid podem ter tratamento similar a God of War Collection

A notícia de God of War Collection, uma coletânea para PS3 contendo os dois primeiros títulos da série de ação de PS2 com maior resolução e suporte a troféus, foi muito bem recebida pela comunidade. Por conta disso, há a possibilidade de outras empresas seguirem os mesmos passos da Sony, como é o caso da Konami com suas franquias Silent Hill e Metal Gear Solid.

Quando perguntado sobre o interesse de relançar suas séries de PS e PS2 com um tratamento similar ao de God of War Collection, um representante da Konami deu a seguinte resposta:

"Estamos constantemente explorando meios únicos de expor aos jogadores alguns de nossos títulos preexistentes como Metal Gear Solid e Silent Hill... Relançar jogos em Blu-ray apresenta uma oportunidade empolgante para uma publisher, entretanto ainda não temos nenhum anúncio no momento".

Vocês, fiéis leitores, aprovariam o lançamento de um disco contendo Metal Gear Solid 2 e 3? Quem sabe até o primeiro Metal Gear Solid, aproveitando, quem sabe, o trabalho feito com "Twin Snakes" de Gamecube? E quanto a Silent Hill? O mini-forum é de vocês.

Disponível em Finalboss

GTA IV: The Ballad of Gay Tony - Trailer